20
abr
16

Bela, recatada, do lar… e de lutas.

Eowyn and the Nazgul

“Mas não sou nenhum homem mortal! Você está olhando para uma mulher.”

 

Há grandes mulheres na história, assim como há grandes mulheres do lar, que são grandes para seus filhos e filhas. Mulheres que lutam pelas suas mães e pais, que lutam pelos seus direitos, que lutam por simplesmente poderem ter justiça social. Lutar é o oposto de ser recatada. Há grandes mulheres que, vencendo todos os homens que se interpuseram no seu caminho, estão agora no rol dos que levaram a humanidade a outro patamar.

Mulheres belas são as que lutam! Diariamente! Em casa, nas ruas, no escritório, no fundo do oceano, num laboratório, nas universidades, na estação espacial ISS, na literatura, na boleia de um caminhão, na construção civil, enfim.

“Eu quero ser tudo que sou capaz de me tornar” dizia a escritora Katherine Mansfield.

Se há uma lição que precisamos aprender hoje é: ensinem suas filhas a serem guerreiras. Digam a elas que elas podem vestir uma armadura em vez do vestido, e que é essencial fazer isso e enfrentar o monstro do mundo, um monstro que nenhum homem pode ferir, apenas uma mulher. Não abracem essa balela de recatada e do lar. Sejam o que vocês quiserem ser, sejam independentes. Vistam a armadura, é hora de apontar a espada, com um olhar de desafio, para o Nazgûl fascista cujas palavras têm o poder de manipular. Sejam vencedoras onde nenhum homem foi capaz. Aceitem a vida, lutem a vida, e com vigor! Nas palavras de Lygia Fagundes Telles, “Já que é preciso aceitar a vida, que seja corajosamente”. Tornem-se mulheres, donas de si mesmas. Quando Simone de Beauvoir diz “não se nasce mulher: torna-se” ela se refere particularmente a esse espírito de perseverança, de tornar-se (ir aonde for preciso).

Ensinem suas filhas a não serem inferiores a homem algum, digam que elas podem ser princesas sim, mas como a princesa Léia, ou a guerreira Éowyn, ou a Katniss Everdeen. Ensinem suas filhas a serem salvadoras de si mesmas, de seu próprio mundo, princesas que lutam. Claro, não há nada de errado em ser princesa Disney, se for por sua própria vontade. Do contrário, bora lá pegar a espada e o escudo, que o Nazgûl se aproxima!

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...seu tema é a relação entre a realidade do mundo que habitamos e conhecemos por meio da percepção e a realidade do mundo do pensamento que mora em nós e nos comanda. O problema da realidade daquilo que se vê — coisas extraordinárias que talvez sejam alucinações projetadas por nossa mente; coisas habituais que talvez ocultem sob a aparência mais banal uma segunda natureza inquietante, misteriosa, aterradora — é a essência da literatura fantástica, cujos melhores efeitos se encontram na oscilação de níveis de realidades inconciliáveis.

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- CONTOS FANTÁSTICOS DO SÉCULO XIX (Ítalo Calvino)

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